{"id":10973,"date":"2014-01-05T13:36:49","date_gmt":"2014-01-05T16:36:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.wellingtondemelo.com.br\/site\/?p=10973"},"modified":"2014-11-09T06:28:19","modified_gmt":"2014-11-09T09:28:19","slug":"nao-ha-papelao-sem-sonho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mariposacartonera.com.br\/site\/nao-ha-papelao-sem-sonho\/","title":{"rendered":"N\u00e3o h\u00e1 papel\u00e3o sem sonho"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<p dir=\"ltr\">Entrevista concedida \u00e0 jornalista Tha\u00eds Cavalcanti, do jornal Folha de Pernambuco. O texto serviu de base para a mat\u00e9ria sobre editora\u00e7\u00e3o independente, publicada no dia 15 de dezembro de 2013.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Tha\u00eds Cavalcanti &#8211; Qual seria o maior prop\u00f3sito da literatura cartonera?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Wellington de Melo &#8211; \u00a0<\/strong>A liberdade, em suas v\u00e1rias dimens\u00f5es. N\u00e3o \u00e9 um movimento que se paute por um programa est\u00e9tico ou ideol\u00f3gico, mesmo porque uma de suas caracter\u00edsticas \u00e9 adaptar-se \u00e0 realidade de cada regi\u00e3o em que se desenvolvem n\u00facleos ou editoras cartoneras. No entanto, h\u00e1 algumas premissas que acredito serem importantes, que nascem na Argentina e que s\u00e3o compartilhadas por muitos: a perspectiva de garantir o acesso ao livro e publicar jovens autores, sendo o movimento uma alternativa ao mercado editorial tradicional, mas com preceitos muito particulares, como a economia solid\u00e1ria, o cooperativismo e o trabalho colaborativo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>TC &#8211; Qual \u00e9 tua principal inten\u00e7\u00e3o com a Mariposa Cartonera? (\u00e9, por exemplo, democratizar o acesso ao livro? \u00c9 dar espa\u00e7o a autores\/catadores? \u00c9 transformar o livro num objeto de arte?)<\/strong><\/p>\n<p><strong>WM<\/strong> &#8211; Compartilho as ideias originais do movimento: ter um selo cartoneiro \u00e9 um exerc\u00edcio de liberdade, de transformar o livro n\u00e3o em um fim em si mesmo, mas um ve\u00edculo de transforma\u00e7\u00e3o das pessoas, de aproximar leitores e autores, autores de catadores. Uma ponte entre universos que nem sempre dialogam. No meio do caminho, descobrimos novos talentos, democratizamos o acesso aos livros e ressignificamos o livro como artefato cultural. Mas nada disso \u00e9 mais importante que a possibilidade do encontro, consigo mesmo e com os outros. O cartonerismo n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um movimento, mas uma maneira de ver o mundo e se relacionar com ele.<\/p>\n<p><strong>TC &#8211; Por que a escolha pelo estilo quando decidiu publicar o poema sobre tua rela\u00e7\u00e3o com o teu filho (e o autismo dele), Aleph?<\/strong><\/p>\n<p>WM &#8211; A possibilidade de produzir o livro, exemplar por exemplar, com minhas pr\u00f3prias m\u00e3os, dava \u00e0 experi\u00eancia outra dimens\u00e3o, mais org\u00e2nica, nunca conseguida com o modo de editora\u00e7\u00e3o tradicional &#8211; seja atrav\u00e9s de editoras, seja com autopublica\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se trata apenas se autopublicar-se: trata-se de uma rela\u00e7\u00e3o visceral com o objeto e com a obra. Ao mesmo tempo, diferente de outros tipos de manufatura de livros artesanais, livros cartoneiros passam a integrar uma rede de colaboradores de todo o mundo, o que permite uma maior circula\u00e7\u00e3o da obra, que possa chegar a mais leitores. Cedi os direitos de edi\u00e7\u00e3o do livro para o Severina Catadora, de Garanhuns. Elas podem comercializar o livro e transformar isso em renda para a cooperativa. N\u00e3o preciso ter um centavo disso: o livro vai circular, ganham os leitores, ganha a cooperativa, ganha o autor, por ter sua obra mais reconhecida.<\/p>\n<p><strong>TC &#8211; Cria-se uma experi\u00eancia de leitura mais particular? Como uma editora independente pode ter mais liberdade para influir na narra\u00e7\u00e3o a partir de projetos gr\u00e1ficos diferenciados?<\/strong><\/p>\n<p>WM &#8211; N\u00e3o h\u00e1 como negar que, n\u00e3o s\u00f3 com o objeto livro, mas com outros produtos culturais artesanais h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o diferente, talvez pelo v\u00ednculo que parece se estabelecer entre o artista e o p\u00fablico. A experi\u00eancia de leitura, sabemos, tem diversas dimens\u00f5es, desde a aprecia\u00e7\u00e3o est\u00e9tica \u00e0 dimens\u00e3o sensorial (tato, olfato, vis\u00e3o), ent\u00e3o sim, \u00e9 uma experi\u00eancia diferenciada saber que seu livro \u00e9 \u00fanico, foi feito manualmente, de um material que seria descartado pela sociedade e que se ressignifica com seu ato de leitura.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o do projeto gr\u00e1fico n\u00e3o \u00e9 o foco da maioria das editoras cartoneiras. H\u00e1 um debate sobre essa coisa de &#8220;livro objeto&#8221;. Certa corrente, da qual fa\u00e7o parte, considera que transformar o livro em objeto de arte n\u00e3o colabora para o mais importante, que \u00e9 incentivar a leitura. Ter livros perfeitinhos, com projetos gr\u00e1ficos lindos em papel\u00e3o e que servir\u00e3o para enfeitar estantes definitivamente n\u00e3o interessa. Por isso que h\u00e1 muitas editoras que fazem quest\u00e3o de deixar \u00e0 mostra o papel\u00e3o, n\u00e3o pintar toda a capa, reduzir o trabalho das capas em interven\u00e7\u00f5es sobre os textos das embalagens. Trata-se de n\u00e3o maquiar a verdade por tr\u00e1s do papel\u00e3o: que aquilo era lixo at\u00e9 se transformar de um livro, mas n\u00e3o precisa ser ocultado, como n\u00e3o podemos ocultar as narrativas dos invis\u00edveis na sociedade.<\/p>\n<p><strong>TC &#8211; Como a editora pode ter apelo comercial, sem perder essa liberdade?<\/strong><\/p>\n<p><strong>WM<\/strong> &#8211; \u00c9 uma contradi\u00e7\u00e3o, mas o apelo comercial das editoras cartoneiras \u00e9 justamente n\u00e3o se pretender comercial. Pela facilidade de se publicar, uma editora cartoneira poderia publicar qualquer texto com muita rapidez, ignorando a qualidade e focando nas vendas. H\u00e1 editoras em v\u00e1rios pa\u00edses que seguiram esse caminho equivocado, mas creio que n\u00e3o representam o verdadeiro esp\u00edrito cartoneiro. O que interesse \u00e9 a qualidade do texto e a possibilidade de levar esse texto de qualidade por um pre\u00e7o baixo, de modo que qualquer pessoa possa adquirir o livro. H\u00e1 editoras que vendem livros na Europa por 25 euros, valendo-se desse apelo comercial do &#8220;livro objeto&#8221;, o que \u00e9 um absurdo, vai contra toda a l\u00f3gica solid\u00e1ria que deu in\u00edcio ao movimento. Discutimos isso no primeiro Encontro Internacional em Garanhuns e essa tamb\u00e9m foi a t\u00f4nica do primeiro Encontro Europeu, que aconteceu meses depois em Barcelona: \u00e9 importante n\u00e3o desviar das ra\u00edzes do movimento. As vendas s\u00e3o um assunto secund\u00e1rio: v\u00eam naturalmente se h\u00e1 verdade no projeto.<\/p>\n<p><strong>TC &#8211; \u00c9 poss\u00edvel, na literatura cartonera, um livro ainda mais experimental, feito de outro material al\u00e9m do papel\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>WM &#8211;<\/strong> O termo &#8220;cartonero&#8221; vem do espanhol, &#8220;papel\u00e3o&#8221;. Como o movimento se adapta em cada lugar, pode ser que as pessoas fa\u00e7am outros projetos, mas n\u00e3o tenho conhecimento. O que vi at\u00e9 agora \u00e9 bastante experimenta\u00e7\u00e3o, mas usando o papel\u00e3o, colhido das ruas, comprado de catadores ou conseguido atrav\u00e9s de parcerias. Reutilizar o papel\u00e3o parece ser uma das bases que d\u00e1 a t\u00f4nica solid\u00e1ria ao movimento. Particularmente, acho isso mais importante que a explora\u00e7\u00e3o de outros materiais, embora n\u00e3o negue a possibilidade.<\/p>\n<p>O movimento cartonero surgiu num contexto de crise na Argentina. Acompanhando o desenvolvimento econ\u00f4mico do pa\u00eds, o mercado editorial brasileiro cresceu muito em rela\u00e7\u00e3o a esse per\u00edodo entre 2001 e 2003. Nesse contexto, h\u00e1 tamb\u00e9m uma provoca\u00e7\u00e3o dos livros cartoneros (por serem, por exemplo, menores e, portanto, mais pr\u00e1ticos \u00e0 leitura cotidiana) de que consumimos mais, mas n\u00e3o necessariamente lemos mais?<\/p>\n<p>Isso \u00e9 relativo, pois h\u00e1 diversas t\u00e9cnicas de encaderna\u00e7\u00e3o, inclusive usando impress\u00e3o em offset (tradicional), personalizando apenas a capa, o que garante livros grossos (com mais de 150 p\u00e1ginas). Ao mesmo tempo, qual a diferen\u00e7a entre ler um romance tradicional, com 300 p\u00e1ginas e ler 10 livros de 30? O que \u00e9 melhor? Talvez uma pessoa que leia diversos livros curtos tenha uma maior bibliodiversidade que a que leu apenas um romance. Isso \u00e9 relativo e pouco mensur\u00e1vel.<\/p>\n<p>Sobre o mercado editorial, parece ser que o movimento n\u00e3o compete com o mercado tradicional. Grandes autores como Haroldo de Campos, Manoel de Barros e Ricardo Piglia publicaram livros cartoneiros. \u00c9 outra experi\u00eancia editorial, com outra escala e outra l\u00f3gica econ\u00f4mica. Outra prova da vitalidade do movimento \u00e9 que ganha for\u00e7a em pa\u00edses com realidades de leitura t\u00e3o diversas como Brasil, Argentina, M\u00e9xico, Espanha e Fran\u00e7a. Em cada lugar, o movimento ganha seu p\u00fablico por motivos diferentes, justamente pela premissa da liberdade.<\/p>\n<p><strong>TC &#8211; Em tempos em que se discute o abandono do papel e sua suposta &#8220;morte&#8221;, de que modo achas que as publica\u00e7\u00f5es independentes v\u00e3o al\u00e9m da rela\u00e7\u00e3o de afeto de se ter o livro f\u00edsico?<\/strong><\/p>\n<p>WM &#8211; Por tudo que falei. Veja que falamos aqui do movimento cartoneiro, que difere de edi\u00e7\u00f5es independentes de pequenas editoras ou de autopublica\u00e7\u00e3o, que, embora difiram do mercado tradicional, ainda reproduzem sua l\u00f3gica de manufatura e distribui\u00e7\u00e3o. Jogam o mesmo jogo das grandes editoras e, naturalmente, saem perdendo. A diferen\u00e7a do movimento cartonero \u00e9 que joga com outras regras, outra l\u00f3gica, que subverte e d\u00e1 um n\u00f3 na cabe\u00e7a dos editores tradicionais, porque o lucro n\u00e3o \u00e9 o mais importante, porque entende-se que h\u00e1 uma grande rede solid\u00e1ria que une as editoras, escritores e leitores. Nesse jogo, com essas regras, as grandes editoras s\u00f3 conseguem ficar na geral, observando. S\u00f3 que o campo est\u00e1 vazio: as editoras cartoneiras fazem a festa no campinho da v\u00e1rzea, do lado da arena, rodeados de leitores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista concedida \u00e0 jornalista Tha\u00eds Cavalcanti, do jornal Folha de Pernambuco. O texto serviu de base para a mat\u00e9ria sobre editora\u00e7\u00e3o independente, publicada no dia 15 de dezembro de 2013. Tha\u00eds Cavalcanti &#8211; Qual seria o maior prop\u00f3sito da literatura cartonera? 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